Tipos de fundos imobiliários

Atualizado em 19 de julho de 2026 · revisado por Lucas Silva

Os fundos imobiliários se dividem por onde aplicam o dinheiro captado: oFII de tijolo compra imóveis físicos, o FII de papel compra títulos de crédito imobiliário, o híbrido combina os dois e ofundo de fundos (FOF) compra cotas de outros FIIs. Cada tipo tem uma fonte de risco diferente — veja o comparativo abaixo antes de escolher onde entrar.

Comparativo dos tipos de FII

TipoOnde investePrincipal fonte de risco
TijoloImóveis físicos (lajes, galpões, shoppings)Vacância e desvalorização do imóvel
PapelTítulos de crédito imobiliário (CRI e outros recebíveis)Inadimplência (risco de crédito) do devedor
HíbridoMistura de imóveis físicos e papéisSoma dos dois riscos, em proporção variável
Fundo de fundos (FOF)Cotas de outros FIIsDupla camada de taxa de administração

FII de tijolo

Compra e administra imóveis físicos — lajes corporativas, galpões logísticos, shoppings, agências bancárias, hospitais. A renda vem do aluguel cobrado dos inquilinos, e o principal risco é a vacância (imóvel desocupado não gera aluguel) e a oscilação do valor de mercado dos imóveis da carteira. Veja o detalhamento completo emFII de tijolo.

FII de papel

Não é dono de imóveis: compra títulos de crédito imobiliário, principalmente CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários), que pagam juros indexados ao CDI ou ao IPCA. A renda costuma ser mais previsível que a do tijolo, mas o risco muda de natureza — passa a ser o risco de crédito de quem deve o papel, não a ocupação de um imóvel. Veja mais em FII de papel.

Híbrido e fundo de fundos (FOF)

O FII híbrido mistura imóveis físicos e papéis na mesma carteira, buscando diluir o risco específico de cada categoria. Já o fundo de fundos (FOF) nem compra imóveis nem papéis diretamente: compra cotas de outros FIIs, entregando diversificação automática entre vários fundos com um único aporte — em troca de pagar a taxa de administração do FOF somada à taxa de cada fundo que ele carrega. Veja o detalhamento completo, incluindo a regra dos 95% do patrimônio em cotas de outros fundos, emFOF: fundo de fundos imobiliários.

Depois de escolher o tipo, o próximo passo é saber como declarar as cotas e os dividendos recebidos na declaração anual — veja o passo a passo emcomo declarar FII no Imposto de Renda.

Fontes

Classificação e regras de constituição dos fundos imobiliários:CVM — Resolução CVM nº 175/2022. Contexto geral sobre o produto em fundos imobiliários (FII): o que são e como investir.

Perguntas frequentes

FII de tijolo ou de papel: qual é melhor?
Não existe um melhor absoluto — são riscos diferentes. O FII de tijolo depende da vacância e do valor dos imóveis físicos, e costuma reagir bem em cenários de juros caindo; o FII de papel depende do risco de crédito dos devedores dos recebíveis, e costuma pagar mais quando os juros estão altos, já que a maioria dos CRIs é indexada ao CDI ou ao IPCA. Muitos investidores combinam os dois na carteira.
O que é um FII híbrido?
É um fundo que combina, na mesma carteira, imóveis físicos (tijolo) e títulos de crédito imobiliário (papel), às vezes com uma fatia de cotas de outros FIIs. A ideia é diluir o risco específico de cada categoria numa cota só, em troca de um pouco menos de previsibilidade sobre para onde o gestor pode direcionar o capital no futuro.
O que é um fundo de fundos (FOF) de FII?
É um FII cuja carteira é formada por cotas de outros fundos imobiliários, em vez de imóveis ou papéis diretamente. A vantagem é a diversificação automática entre vários FIIs com um único aporte; a desvantagem é pagar duas camadas de taxa de administração — a do FOF e a de cada fundo que ele carrega na carteira.