Tesouro Prefixado: o que é
O Tesouro Prefixado trava uma taxa de juro fixa no momento da compra: você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento. O risco não é o de calote — é o de marcação a mercado: se vender antes do prazo, o preço pode ter caído, gerando perda mesmo sendo um título do governo federal.
O que é o Tesouro Prefixado
Dentro do Tesouro Direto, o Tesouro Prefixado é a família de título mais simples de entender no papel: a taxa é fixada na compra e não muda, independentemente do que acontecer com a Selic ou a inflação depois. Quem carrega o título até o vencimento recebe exatamente o valor combinado — sem surpresas.
O risco que mais confunde: a volatilidade antes do vencimento
O ponto mais mal compreendido do Tesouro Prefixado é que, apesar de ser considerado "segurança máxima" por ser dívida do governo federal, seu preço de mercado osciladia a dia, assim como uma ação. Isso acontece porque, se as taxas de juro do mercado sobem depois da sua compra, o título antigo (com taxa mais baixa) perde valor de mercado — e vice-versa. Esse movimento é a marcação a mercado, e só afeta quem vende antes do vencimento. Quem carrega até o fim recebe a taxa contratada, de qualquer forma.
Quando o Tesouro Prefixado faz sentido
Funciona bem quando as taxas de juro estão altas e a expectativa é de queda futura — travar uma taxa alta hoje garante esse rendimento pelos próximos anos, mesmo que os juros do mercado caiam depois. Também é útil para quem tem uma data-alvo definida (por exemplo, o vencimento do título coincide com uma meta financeira específica) e planeja carregar o papel até lá, evitando o risco da marcação a mercado.
Prefixado x IPCA+ x Selic
O Tesouro Prefixado não protege contra a inflação como o Tesouro IPCA+ protege, nem tem a estabilidade de preço do Tesouro Selic. Em troca, oferece previsibilidade total do valor final para quem carrega até o vencimento — a decisão entre os três depende do prazo e do quanto você tolera oscilação de preço no meio do caminho.
Fontes
As taxas do Tesouro Prefixado mudam a cada pregão — confirme o valor e as condições atuais diretamente em tesourodireto.com.br antes de investir.
- Secretaria do Tesouro Nacional — Ministério da Fazenda:gov.br/tesouronacional
- B3 — taxas e regras do Tesouro Direto:b3.com.br
- Lei 11.033/2004, art. 1º — tabela regressiva de IR:planalto.gov.br
Perguntas frequentes
- Tesouro Prefixado vale a pena?
- Costuma valer quando as taxas de juro estão em patamar alto e você acredita que vão cair — travar uma taxa fixa alta hoje garante esse rendimento até o vencimento. Se você não pretende carregar o título até o fim, o risco de oscilação de preço torna o Prefixado menos indicado que o Tesouro Selic.
- Qual o risco do Tesouro Prefixado?
- O risco de calote é mínimo, já que é dívida do governo federal. O risco real é o de mercado: se você vender antes do vencimento, o preço pode estar mais baixo do que o pago na compra, principalmente se as taxas de juro subirem depois da sua aplicação. Quem carrega até o vencimento recebe exatamente a taxa contratada.
- Quando é o melhor momento para comprar Tesouro Prefixado?
- Não existe timing perfeito, mas a lógica geral é: taxas prefixadas mais altas favorecem quem compra, porque travam um rendimento maior por mais tempo. O ideal é comparar a taxa oferecida com suas expectativas de inflação e Selic futura, e só investir em prefixado o dinheiro que você tem confiança de não precisar antes do vencimento.
- O Tesouro Prefixado tem Imposto de Renda?
- Sim, pela tabela regressiva (22,5% a 15%, conforme o prazo), sobre o rendimento, mais a taxa de custódia da B3 de 0,20% ao ano sobre o valor total, sem a isenção que o Tesouro Selic tem até R$ 10.000.