CDB ou Tesouro Direto: qual escolher

Atualizado em 20 de julho de 2026 · revisado por Lucas Silva

CDB e Tesouro Direto são os dois pilares de quem está começando na renda fixa, mas carregam riscos diferentes: o Tesouro tem o risco soberano do governo federal, o CDB tem risco de crédito do banco — protegido pelo FGC até R$ 250.000. Para reserva de emergência, o Tesouro Selic é a referência mais líquida; para buscar mais rentabilidade com o mesmo nível de segurança prática, um bom CDB pode superar.

O critério que decide entre os dois

CritérioCDBTesouro Direto
EmissorBanco (risco de crédito privado)Governo federal (risco soberano)
ProteçãoFGC até R$ 250.000 por CPF e instituiçãoSem FGC — garantia é o próprio Tesouro Nacional
LiquidezDepende do título — pode ter carênciaDiária no Tesouro Selic; menor nos prefixados/IPCA+
Rentabilidade típicaCostuma variar mais entre bancos (100%–120%+ do CDI)Padronizada, ligada à Selic ou ao IPCA
Imposto de RendaTabela regressiva (mesma regra do Tesouro)Tabela regressiva (mesma regra do CDB)

A tributação não é o critério de decisão: CDB e Tesouro Direto seguem a mesmatabela regressiva de Imposto de Renda (de 22,5% a 15%, conforme o prazo). Quem decide entre os dois compara risco, liquidez e a taxa oferecida — não o imposto.

Quando o Tesouro Direto compensa mais

  • Para a reserva de emergência: o Tesouro Selic tem liquidez diária garantida e risco mínimo, sem depender da política de liquidez de um banco específico.
  • Para valores acima de R$ 250.000 aplicados num único CPF, onde o teto do FGC deixaria parte do CDB desprotegida.
  • Para quem quer simplicidade: comprar direto no site do Tesouro, sem comparar taxas entre bancos diferentes.

Quando o CDB compensa mais

  • Quando o banco oferece uma taxa acima de 100% do CDI — o que é comum em bancos médios e digitais competindo por captação.
  • Para quem já tem reserva de emergência formada e quer alocar parte do dinheiro em prazos mais longos, buscando taxas melhores em troca de menos liquidez.
  • Dentro do teto de R$ 250.000 protegido pelo FGC — a diferença prática de risco para o investidor pessoa física fica pequena.

Para simular os dois lado a lado com números reais, use acalculadora de CDB e acalculadora de Tesouro Direto. Para entender a base de ambos, veja o guia completo de renda fixa. Se o objetivo é especificamente a reserva de emergência, veja tambémpoupança ou CDB — a poupança costuma perder para os dois.

Fontes

  • FGC — cobertura de R$ 250.000 por CPF e instituição:fgc.org.br
  • Tesouro Direto — garantia do Tesouro Nacional:tesourodireto.com.br
  • Lei nº 11.033/2004 — tabela regressiva de Imposto de Renda em renda fixa:planalto.gov.br

Perguntas frequentes

CDB ou Tesouro Direto: qual é mais seguro?
São riscos diferentes, não um "mais seguro" absoluto. O Tesouro Direto tem o risco soberano — o governo federal deixar de pagar a dívida, considerado o mais baixo do mercado brasileiro. O CDB tem risco de crédito do banco emissor, mas protegido pelo FGC até R$ 250.000 por CPF e instituição. Para valores dentro do teto do FGC, os dois são, na prática, muito seguros.
CDB ou Tesouro Selic: qual rende mais?
Depende do CDB. Um CDB de banco grande com liquidez diária costuma pagar entre 100% e 105% do CDI — próximo ou levemente acima do Tesouro Selic. CDBs de bancos médios ou pequenos, ou com prazo mais longo, podem pagar bem mais (110%, 120% do CDI), mas exigem abrir mão de liquidez ou aceitar mais risco de crédito.
Qual tem mais liquidez, CDB ou Tesouro Direto?
Ambos podem ter liquidez diária, mas funcionam diferente. O Tesouro Selic tem liquidez diária garantida pelo Tesouro Nacional. Um CDB só tem liquidez diária se o próprio banco oferecer essa condição no momento da contratação — muitos CDBs têm carência ou vencimento fixo, sem resgate antecipado.