Tesouro Direto para menor de idade: TD Família

Atualizado em 20 de julho de 2026 · revisado por Lucas Silva

O TD Família é a forma oficial de investir em Tesouro Direto em nome de um filho menor de idade: o responsável legal abre uma conta vinculada ao CPF da criança e investe por ela, inclusive via Pix. O ponto pouco explicado é tributário — cada aporte é juridicamente uma doação e pode gerar ITCMD, o imposto estadual sobre doações, se ultrapassar a faixa de isenção do seu estado.

Como abrir a conta para o menor

O processo começa com o responsável legal (pai, mãe ou tutor) acessando o portal do Tesouro Direto e fazendo login com a conta gov.br. O sistema reconhece se há uma conta de menor a ser vinculada ao seu CPF e, ao confirmar, o vínculo entre a conta do responsável e a do menor é criado automaticamente — sem necessidade de ir a uma agência ou preencher formulário em cartório. É um processo mais rápido do que a abertura de conta tradicional em corretoras para menores de idade.

Como funciona o investimento no dia a dia

Depois de aberta a conta, o responsável legal pode investir na conta do menor da mesma forma que investiria na própria conta de Tesouro Direto — escolhendo o título (Tesouro Selic, IPCA+ ou prefixado, por exemplo) e o valor. A grande facilidade do TD Família é permitir o aporte direto via Pix, o que também torna simples programar um valor fixo mensal. Veja como automatizar esse hábito em investimento programado e aporte automático.

O alerta que pouca gente dá: ITCMD

Todo valor que você transfere para a conta de investimento do seu filho é, do ponto de vista jurídico e tributário, uma doação. Doações estão sujeitas aoITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação), um imposto estadual com alíquota e faixa de isenção que variam de estado para estado — geralmente entre 2% e 8% sobre o valor doado acima do limite de isenção anual definido por cada Secretaria da Fazenda estadual. Isso não significa que investir para o filho seja proibitivo, mas significa que, para aportes recorrentes e relevantes ao longo dos anos, vale planejar o valor anual doado dentro da faixa de isenção do seu estado, ou consultar um contador sobre o enquadramento.

TD Família não é a única forma de investir para os filhos

Existe também o Tesouro Direto Coletivo, que funciona como uma campanha de arrecadação: você cria um link com uma descrição (por exemplo, "aniversário do João") e compartilha com família e amigos, que contribuem via Pix para um único título em nome do menor — uma alternativa a pedir presentes tradicionais. Para entender a diferença entre os títulos disponíveis antes de escolher onde aportar, veja o que é o Tesouro Selic e o que é o Tesouro Educa+, pensado justamente para custear estudos no longo prazo.

Independentemente de qual título escolher, simule o valor final nacalculadora de Tesouro Direto. E, se a preocupação for sobre segurança do dinheiro custodiado numa corretora ou no próprio Tesouro Direto, vejao que acontece se a corretora quebrar — o Tesouro Direto, em particular, não depende da saúde financeira de nenhuma corretora, já que é uma obrigação direta do Tesouro Nacional.

Este guia faz parte do hub ferramentas e proteção do investidor iniciante.

Fontes

Perguntas frequentes

Como abro uma conta de Tesouro Direto para meu filho menor de idade?
Pelo TD Família: o responsável legal faz login com a conta gov.br e cria uma conta de investimento vinculada ao CPF do menor. O sistema identifica que existe uma conta a ser vinculada ao representante legal e, ao confirmar, o vínculo é criado automaticamente, sem precisar de cadastro presencial.
Quem pode ser o representante legal de uma conta TD Família?
Em geral, pai, mãe ou tutor legal do menor, que responde pela conta e pelas decisões de investimento até a criança atingir a maioridade. É esse adulto que autoriza os aportes e acompanha a carteira.
Investir em nome do meu filho paga imposto de doação?
Sim, potencialmente. Cada valor transferido para a conta do menor é juridicamente uma doação e pode estar sujeito ao ITCMD, imposto estadual sobre transmissão causa mortis e doação. A maioria dos estados tem uma faixa de isenção anual, mas o valor e a alíquota variam — em São Paulo, por exemplo, a isenção histórica gira em torno de poucas dezenas de milhares de reais por ano, e depende de reajuste. Consulte a Secretaria da Fazenda do seu estado antes de aportar valores altos.
É melhor investir na minha própria conta ou abrir uma conta separada para o filho?
Depende do objetivo. Uma conta separada em nome do filho deixa claro o que é patrimônio dele, o que ajuda no planejamento e evita disputa futura sobre a origem do dinheiro — mas exige atenção ao ITCMD. Manter o dinheiro na sua própria conta evita a questão da doação, porém exige controle manual de qual parcela é "reservada" para o filho.
Dá para investir para o filho por Pix?
Sim. Uma das facilidades do TD Família é permitir que o responsável legal faça aportes na conta do menor diretamente via Pix, o que também facilita configurar um aporte mensal automático em nome da criança.