Taxa de custódia do Tesouro Direto: isenção até R$ 10 mil

Atualizado em 20 de julho de 2026 · revisado por Lucas Silva

Desde 31/12/2024, a taxa de custódia do Tesouro Direto — cobrada pela B3, de0,20% ao ano sobre o saldo em custódia — deixou de ser descontada de 6 em 6 meses e passou a incidir só quando há um evento: resgate antecipado, vencimento do título ou pagamento de juros. No Tesouro Selic, os primeirosR$ 10.000 por CPF continuam isentos da taxa; só o valor excedente é cobrado.

O que mudou: de cobrança semestral para cobrança por evento

Até o fim de 2024, a B3 descontava a taxa de custódia automaticamente em duas datas fixas por ano, independentemente de o investidor ter mexido na posição. A partir de 31/12/2024, esse modelo acabou: a taxa só é calculada e cobrada quando ocorre uma movimentação real na posição —resgate antecipado, vencimento do título oupagamento de cupom de juros (nos títulos que remuneram juros semestrais, como o Tesouro IPCA+ com juros semestrais). Enquanto o investidor mantém o título sem mexer, a taxa fica "acumulando" de forma proporcional aos dias corridos (pro rata), mas só é efetivamente descontada no próximo evento.

Isenção de R$ 10 mil no Tesouro Selic: exemplo calculado

A isenção de custódia vale só para o Tesouro Selic, por CPF, até R$ 10.000 de saldo. Acima disso, a taxa de 0,20% ao ano incide apenas sobre o excedente:

  • Investidor com R$ 8.000 em Tesouro Selic: saldo inteiro dentro da isenção — não paga taxa de custódia.
  • Investidor com R$ 15.000 em Tesouro Selic: os primeiros R$ 10.000 continuam isentos; a taxa de 0,20% ao ano incide só sobre os R$ 5.000 excedentes, de forma proporcional ao tempo até o próximo evento (resgate ou pagamento).

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Tesouro RendA+ e Tesouro Educa+ têm regra própria

Esses dois títulos, voltados a complementar aposentadoria (RendA+) e custear educação (Educa+), têm isenção de custódia para quem carrega o título até o vencimento e recebe até6 salários mínimos (RendA+) ou 4 salários mínimos (Educa+) por mês. Acima desses limites de isenção — ou em caso de resgate antecipado —, incide uma taxa de0,10% ao ano sobre o valor excedente, menor que os 0,20% cobrados nos demais títulos do Tesouro Direto.

Depois de entender a taxa de custódia, veja também como escolher entreCDB prefixado, pós-fixado ou híbrido — um produto que não tem taxa de custódia da B3, mas tem outros custos próprios — e volte ao panorama completo emfundos e renda fixa: estrutura avançada. Veja também ETF de renda fixa, outra forma de acessar títulos públicos sem comprar título por título no Tesouro Direto.

Fontes

Perguntas frequentes

A taxa de custódia do Tesouro Direto ainda é cobrada de 6 em 6 meses?
Não. Até 31/12/2024 a cobrança era semestral. Desde então, a taxa de 0,20% ao ano passou a incidir só quando ocorre um evento na posição: resgate antecipado, vencimento do título ou pagamento de juros semestrais (nos títulos que pagam cupom). Fora desses eventos, a taxa não é debitada.
Como funciona a isenção de R$ 10 mil no Tesouro Selic?
A isenção vale por CPF, só para o Tesouro Selic, e cobre o saldo aplicado até R$ 10.000. Se o investidor tem mais que isso investido em Tesouro Selic, a taxa de 0,20% ao ano incide apenas sobre o valor que excede os R$ 10.000 — o restante continua isento.
Tesouro RendA+ e Educa+ pagam taxa de custódia?
Há isenção para quem leva o título até o vencimento e recebe até o limite de 6 salários mínimos (RendA+) ou 4 salários mínimos (Educa+). Acima desses limites, ou em caso de resgate antecipado, incide uma taxa de 0,10% ao ano sobre o valor excedente — menor que a taxa padrão de 0,20% dos demais títulos.
A taxa de custódia é cobrada em cima do valor investido ou do saldo total?
Sobre o saldo total em custódia (valor aplicado mais rendimento acumulado), calculada de forma proporcional aos dias em que o dinheiro ficou investido (pro rata) até o evento que dispara a cobrança.