Melhor forma de levar dinheiro para o exterior

Atualizado em 20 de julho de 2026 · revisado por Lucas Silva

Não existe uma resposta única: desde que o IOF ficou igual (3,5%) para espécie, débito, crédito e pré-pago (Decreto 12.499/2025), a escolha deixou de ser sobre qual modalidade paga menos imposto e passou a ser sobre segurança, controle de gasto e spread cambial de cada instituição. Veja a comparação abaixo.

Comparação entre as modalidades

ModalidadeIOFVantagemDesvantagem
Espécie (dólar/euro)3,5%Funciona sem maquininha ou internetRisco de perda/roubo, spread de casa de câmbio
Cartão de débito internacional3,5%Desconta na hora, sem gerar faturaDepende de saldo em conta
Cartão de crédito internacional3,5%Financia o gasto até a faturaRisco de rotativo se não pagar à vista
Cartão pré-pago em moeda estrangeira3,5% no carregamentoValor travado, difícil gastar além do previstoRecarga pode ter taxa e demora
Conta internacional multimoeda3,5% no carregamentoCotação travada com antecedênciaExige planejamento prévio da viagem

IOF de 3,5% conforme o Decreto nº 12.499/2025, em vigor desde 16 de julho de 2025. Confirme a alíquota vigente antes de uma compra de valor alto.

Por que o IOF deixou de decidir a escolha

Antes de maio de 2025, o cartão pré-pago e as contas em moeda estrangeira pagavam apenas 1,1% de IOF, bem menos que o crédito e o débito. Era o principal argumento para recomendar pré-pago em quase qualquer conteúdo sobre viagem internacional. O Decreto 12.499/2025 unificou a alíquota em 3,5% para todas as modalidades, o que elimina essa vantagem de custo. Veja o panorama completo emcartão e conta para usar no exterior.

O que passa a decidir a escolha

Com o imposto igualado, três fatores pesam mais do que a modalidade em si:

  • Spread cambial: a margem que cada instituição soma à cotação de mercado varia bastante entre bancos, fintechs e casas de câmbio — veja como calcular emspread cambial do banco.
  • Controle de gasto: pré-pago e conta multimoeda travam um valor, débito desconta na hora, crédito financia até a fatura.
  • Segurança: cartão e conta digital permitem bloqueio e contestação; espécie perdida não volta.

Para quem prefere ter tudo carregado com antecedência, vale entendercomo funciona a conta internacional multimoeda antes de decidir. E para valores altos e recorrentes — mensalidade, aluguel, matrícula no exterior —, vale comparar com uma remessa emremessa internacional ou cartão para pagar no exterior.

Fontes

  • Decreto nº 12.499, de 11 de junho de 2025 (altera o Decreto nº 6.306/2007, regulamento do IOF), Planalto:planalto.gov.br
  • Banco Central do Brasil — Cartilha de Câmbio, envio e recebimento de valores:bcb.gov.br

Perguntas frequentes

Espécie ou cartão: o que é mais seguro para levar numa viagem?
Cartão é mais seguro para o grosso do orçamento — se for roubado ou clonado, dá para bloquear e contestar. Espécie perdida ou roubada não volta. A recomendação prática é levar pouco dinheiro vivo (para casos sem maquininha ou emergências) e concentrar o restante em cartão ou conta multimoeda.
Cartão pré-pago ainda vale a pena depois da unificação do IOF?
Vale pelo controle de gasto, não pelo imposto: antes ele pagava só 1,1% de IOF contra os 3,38%–6,38% do crédito, o que o tornava a opção mais barata. Desde o Decreto 12.499/2025, todos pagam 3,5%. O pré-pago continua útil para quem quer travar um valor fixo e evitar surpresa na fatura, mas não é mais o mais barato por definição.
Levar dólar em espécie é mais barato que usar cartão?
Nem sempre. A compra de espécie em casa de câmbio também paga o IOF de 3,5% e costuma embutir um spread comparável ao do cartão — às vezes maior, em casas de câmbio de aeroporto. A vantagem da espécie é não depender de conexão ou maquininha, não o preço.
Qual a forma mais barata para uma viagem curta e de valor baixo?
Para valores baixos, a diferença entre as opções costuma ser de poucos reais, então o critério prático pesa mais que o financeiro: cartão de débito ou conta multimoeda para o dia a dia, com uma reserva pequena em espécie para lugares sem maquininha.