Glossário de indicadores econômicos básicos

Atualizado em 20 de julho de 2026 · revisado por Lucas Silva

Este glossário reúne, em definições diretas de uma página cada, os12 indicadores econômicos mais citados no noticiário e em conteúdos de investimento — da inflação ao Banco Central — para você entender rapidamente um termo técnico sem precisar de um curso de economia.

Preços e inflação

Os índices que medem a alta (ou queda) generalizada de preços, e como cada um é usado.

  • Inflação — alta generalizada e persistente de preços, que reduz o poder de compra da moeda.
  • Deflação — o movimento oposto: queda generalizada e persistente de preços.
  • IPCA — índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE.
  • INPC — índice do IBGE usado para reajustar benefícios do INSS.
  • IGP-M — índice da FGV usado sobretudo para reajustar contratos de aluguel.

Atividade econômica e comércio exterior

Indicadores que mostram o tamanho da economia e sua relação com o resto do mundo.

  • PIB — soma de todos os bens e serviços finais produzidos pelo país em um período.
  • Balança comercial — diferença entre o que o país exporta e importa.
  • Taxa de desemprego — percentual da força de trabalho sem emprego que está procurando vaga, apurada pela PNAD Contínua.

Câmbio e juros

Os conceitos por trás do valor do dólar e da diferença entre juro contratado e juro real.

  • Taxa de câmbio — preço de uma moeda estrangeira em reais, definido pelo mercado no regime de câmbio flutuante.
  • Juro nominal x juro real — juro nominal é a taxa contratada; juro real é o nominal descontada a inflação do período.

Política monetária

Quem decide a taxa Selic e como essa decisão é tomada.

  • Copom — comitê do Banco Central que define a meta da Selic a cada 45 dias.
  • Banco Central — autarquia federal responsável por controlar a inflação, emitir moeda e regular o sistema financeiro.

A Selic definida pelo Copom afeta diretamente o rendimento da renda fixa — veja como emSelic e CDI: o que são. Se você está começando a investir agora, o guia como investir do zero é um bom próximo passo depois de entender esses indicadores.

Fontes

Cada entrada deste glossário cita, na própria página, a fonte oficial específica usada na definição. Os três órgãos responsáveis pela maioria dos indicadores deste glossário são:

  • IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (inflação, IPCA, INPC, PIB, balança comercial, desemprego):ibge.gov.br
  • Banco Central do Brasil (câmbio, Copom, Banco Central):bcb.gov.br
  • FGV/IBRE — Instituto Brasileiro de Economia (IGP-M):portalibre.fgv.br

Perguntas frequentes

O que são indicadores econômicos?
São números calculados por órgãos oficiais (como IBGE e Banco Central) que resumem o comportamento da economia — preços, produção, emprego, câmbio. Servem de termômetro para o noticiário, para decisões do governo (como a taxa Selic) e para o planejamento financeiro de empresas e famílias.
Por que esses termos aparecem tanto ao investir?
Porque afetam diretamente o retorno de qualquer investimento: a inflação corrói o poder de compra do rendimento, a Selic influencia toda a renda fixa, e o câmbio muda o valor de ativos internacionais em reais. Entender o básico desses indicadores ajuda a interpretar por que uma aplicação rendeu mais ou menos do que o esperado.
Qual a diferença entre IPCA, INPC e IGP-M?
IPCA e INPC são calculados pelo IBGE e medem preços ao consumidor para públicos diferentes (o IPCA é o índice oficial de inflação; o INPC reajusta o INSS). O IGP-M, calculado pela FGV, mistura atacado, consumo e construção civil, e é o mais usado em contratos de aluguel.
Onde acompanho os indicadores atualizados?
As fontes oficiais são o IBGE (ibge.gov.br) para inflação, PIB e desemprego, o Banco Central (bcb.gov.br) para Selic, câmbio e Copom, e a FGV/IBRE (portalibre.fgv.br) para o IGP-M. Cada entrada deste glossário linka a fonte específica no fim da página.